
Há 20 anos, o então presidente Fernando Collor foi alvo de um
processo de impeachment em meio à denúncias de corrupção. Hoje senador
pelo PTB de Alagoas, o parlamentar tem a oportunidade de integrar a CPMI
que investigará as ligações de Carlinhos Cachoeira com políticos e
empresários. Ao falar em plenário nesta quarta-feira (25), Collor deu
sinais de que ainda guarda mágoas da investigação que acabou
determinando seu afastamento da Presidência. “É preciso não deixar que o
colegiado torne-se instância fadada a servir de mero palco para a
vileza política e um campo fértil de desrespeito aos direitos
constitucionais dos homens públicos e de qualquer cidadão brasileiro”,
observou, garantindo que atuará no sentido de evitar vazamento de dados
sigilosos. Aproveitou para dar uma indireta nem um pouco sutil aos
jornalistas, a quem acusou de divulgar informações falsas ou
distorcidas. “Buscarei ainda, com a cooperação de meus pares, para que a
agenda desta CPMI não seja pautada pelos meios e alguns de seus
rabiscadores”, acentuou, dizendo ser inadmissível que alguns veículos
“utilizem-se de informantes com os mais rasteiros métodos, visando ao
furo de reportagem, mas, sobretudo, propiciar a obtenção de lucros,
lucros e mais lucros a si próprios, aos veículos que lhes dão guarida e
aos respectivos chefes que os alugam”.
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