quinta-feira, 26 de abril de 2012

Collor quer evitar vazamento de dados sigilosos da CPI


Antonio Cruz/ABrHá 20 anos, o então presidente Fernando Collor foi alvo de um processo de impeachment em meio à denúncias de corrupção. Hoje senador pelo PTB de Alagoas, o parlamentar tem a oportunidade de integrar a CPMI que investigará as ligações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Ao falar em plenário nesta quarta-feira (25), Collor deu sinais de que ainda guarda mágoas da investigação que acabou determinando seu afastamento da Presidência. “É preciso não deixar que o colegiado torne-se instância fadada a servir de mero palco para a vileza política e um campo fértil de desrespeito aos direitos constitucionais dos homens públicos e de qualquer cidadão brasileiro”, observou, garantindo que atuará no sentido de evitar vazamento de dados sigilosos. Aproveitou para dar uma indireta nem um pouco sutil aos jornalistas, a quem acusou de divulgar informações falsas ou distorcidas. “Buscarei ainda, com a cooperação de meus pares, para que a agenda desta CPMI não seja pautada pelos meios e alguns de seus rabiscadores”, acentuou, dizendo ser inadmissível que alguns veículos “utilizem-se de informantes com os mais rasteiros métodos, visando ao furo de reportagem, mas, sobretudo, propiciar a obtenção de lucros, lucros e mais lucros a si próprios, aos veículos que lhes dão guarida e aos respectivos chefes que os alugam”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário